segunda-feira, 27 de outubro de 2008

[ Tristeza ]


Não se pode escondê-la por muito tempo, ela é do tipo que se pode disfarçar por alguns momentos, mas chega uma hora em que ela tem que aparecer e ficar além de você mesma, para que existe isso? Algo tão ruim e tão complexo?
Sinceramente, algo tão forte não deveria existir, é como se as cores fossem de repente e não mais que de repente uma única cor sem graça e sem vida, como a música que você não gosta, mas insiste em tocar em seus ouvidos te perturbando assim dia após dia, como o perfume doce que você odeia, mas é obrigado a usar, como os sapatos que te apertam os pés, mas você só tem essa opção de usa-lo.
Quando se adentra nesse estado, infelizmente é como se o mundo não tivesse mais graça, e as pessoas não possuíssem brilho e a lua não é mais tão bonita como de costume, e as músicas por vezes acabam te falando tudo que naquele momento você quer de uma certa forma ouvir para se aprofundar em tal estado, é como uma prisão, que nos debilita e nos impossibilita de querer viver novamente.
Não é bom, com toda certeza esse é o pior estado em que um ser humano consegue alcançar, chorar não faz bem, mas causa grande alivio para a alma sobrecarregada, eu, por exemplo, choro para esquecer de que tenho problemas momentâneos que não vejo solução, choro quando algo me sufoca e não tenho a quem contar.
É como uma criança em busca de segurança, de refugio para seus medos, e o choro é a formas mais expressiva de colocar em evidencia, de que ela precisa de ajuda, mas e quando somos adultos? O que acontece quando ninguém ouve nosso choro, ou quando ninguém se oferece para limpar suas lagrimas e dizer:- Vai dá tudo certo!
As vezes tenho a impressão de que tudo esta chegando ao fim, já basta de tanta tristeza de tanta desilusões de tantas grandes expectativas jogadas fora, mas ai me dou conta de que nada mudou, as coisas estão decaindo, e eu não posso segura-la em minhas pequenas mãos, é triste ver tudo passar entre meus dedos e não ter o poder de fazer nada, absolutamente nada.
Até que ponto essa tal de tristeza vai me acompanhar? Sinceramente, peço que você se retire da minha vida.

Grata.

Izabela Motta.

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